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Treino

Não copie o treino de ninguém — nem o meu

 ·  3 min de leitura

Dezenas de barras olimpicas encostadas juntas numa parede escura

Compartilhar o que estou fazendo é uma coisa. Sugerir que isso serve para você é outra — e é onde a maior parte do conteúdo de treino erra.

Ver o treino de outra pessoa é interessante. Dá ideia, mostra possibilidades, tira o exercício do abstrato. O problema começa quando a ficha de alguém vira prescrição para quem apenas assistiu.

O que precisa conversar com a sua realidade

Uma sessão de treino é um conjunto de decisões encadeadas, e cada uma depende de quem vai executá-la:

  • A escolha dos exercícios — histórico de lesão, mobilidade disponível, o que existe na sua academia.
  • A ordem — o que vem primeiro recebe a sua melhor energia, e isso muda conforme o objetivo.
  • O volume — quanto você aguenta recuperar, não quanto você aguenta fazer.
  • A carga — relativa à sua força atual, nunca ao número que aparece no vídeo.
  • A frequência — quantos dias a sua semana real comporta.

Trocar uma dessas variáveis muda o resultado das outras. Por isso a mesma ficha rende em uma pessoa e não rende em outra, sem que ninguém tenha feito nada errado.

Então por que compartilhar?

Porque exemplo ensina. Ver alguém treinando sem corte, sem vídeo acelerado e sem "as melhores partes" mostra o que o treino realmente é: repetitivo, gradual e menos espetacular do que a internet sugere.

Isso tem valor. Só não tem valor de prescrição.

A escolha dos exercícios, a ordem, o volume, a carga, a execução e a frequência precisam conversar com o objetivo e com o momento de cada pessoa.

O caminho mais curto

Se um treino que você viu despertou interesse, a pergunta útil não é "como faço igual", e sim "o que nele faz sentido para o meu momento". Essa segunda pergunta costuma exigir uma avaliação — e é exatamente para isso que a avaliação existe.

Carlos Eduardo Landim

Psicólogo · Graduando em Educação Física

Conduz o Landim Core, assessoria esportiva individual que trata treino, comportamento e construção de rotina como uma coisa só.

Quer aplicar isso no seu caso?

O primeiro passo é uma conversa — sem compromisso e sem roteiro de venda.

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